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PRECISAMOS DE UMA DITADURA


Por Renatim

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Estou terminantemente convencido de que nós seres humanos precisamos urgentemente de uma ditadura mundial. A maior ditadura de todos os tempos, sem quaisquer barreiras ou fronteiras geográficas, ideológicas, políticas, sociais, econômicas ou quaisquer outros tipos de impedimento, até porque nesta ditadura tais barreiras jamais voltarão a existir. E quem seria o ditador? Ninguém, pois pela própria natureza da ditadura não haveria nenhuma pessoa para governar. Estou falando portanto, da ditadura do amor.

Que o amor deve governar a humanidade era a mensagem de Jesus, está bem claro em sua postura e sua prática. Para Jesus não havia instituições sociais, posto que estas sejam apenas instrumentos de controle social. Leis, governos, religiões, clubes e quaisquer métodos de regulamentar as relações humanas eram, aparentemente, repulsivos para Jesus embora alguns não gostem de admitir de forma alguma. Ao contrário, Jesus enxergava somente as pessoas e são elas que devem ter a importância real no mundo. Mas a partir do momento em que institucionalizamos as relações humanas, a sociedade começou a decair. Uma pessoa queria estabelecer regras para a outra, e esta a outra, num ciclo infinito. Algumas pessoas foram subitamente traídas em seu direito inviolável de viver. Veio o dinheiro, o que piorou ainda mais os aspectos vitais do ser  humano. Jesus porém aponta a solução, a anarquia do amor, onde nenhum homem governa, apenas o dom supremo da divindade, a saber, o próprio amor.

Ora, numa ditadura do amor, os seres humanos seriam guiados pelos, por assim dizer, instintos da benevolência, da fraternidade total, da partilha, da verdade. No amor não é necessário justiça, porque ele mesmo é maior e curiosamente mais severo do que ela. A justiça falha, mas o amor não. Assim sendo, uma pessoa guiada pelo amor não iria de forma alguma, matar, roubar, prostituir-se, sequestrar, agir com violência, simplesmente porque sabe pela lei do amor que aquilo não será de forma alguma boa nem para si nem para a outra pessoa. Na ditadura do amor, um homem se uniria à uma mulher no modo mais natural possível, não havendo necessidade alguma de contratos de compromisso, posto que haveria no coração dos dois, o entendimento de que a partir daquela união, os dois seriam uma, mas somente uma carne e portanto, não haverá como separar-se sem prejudicar um ao outro de forma irreversível, posto que seria uma mutilação de si mesmos. As crianças poderiam aproveitar integralmente sua infância. Aliás, creio que numa ditadura do amor, todos seriam crianças de alguma forma. Não haveriam guerras porque não haveria ódio, nem motivos para guerrear e destruir-se uns aos outros. Não haveria fome, porque não haveria pobreza, posto que os recursos planetários seriam distribuídos para todos sem exceção. Também não haverá governo porque o governo é o amor e este não deixa que nenhum ser humano pense que é superior ao outro. Não haveriam doença, porque de fato não existem doenças incuráveis. Se existem doenças incuráveis e porque h;a muito se descobriu a cura mas por motivos econômicos que só o diabo entende, tal cura não fica acessível a todos. Na ditadura do amor, doenças seriam tratadas como se trata deum jardim, e portanto, virtualmente não haveriam doenças. A arte… ah, a arte seria a expressão materializada deste amor. Poetas e músicos teriam o amor como sua maior inspiração. A pintura e a fotografia nunca mais retratariam o medo, o pavor, o terror, a insegurança. A literatura não mais precisaria contar os problemas sociais que afligiram a humanidade durante milênios.

A salvação humana está portanto, numa sociedade baseada exclusivamente no amor verdadeiro entre todos.

Utopia? Se isso não dá certo, não sei mais em que acreditar.

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