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O FIM DA HUMANIDADE


Por Renatim

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Não é demonstração de saúde ser ajustado à uma sociedade profundamente doente

Jiddu Krishnamurti

Vou pregar aqui nesse texto o fim da civilização moderna, e talvez o da humanidade inteira. Alguns me chamarão de pessimista extremo, outros me dirão que sou um visionário e outros ainda me chamarão de “terrorista”. Seja como for, tudo isso não passará de rótulos e não dou a mínima importância para isso.  As palavras descritas aqui certamente não mudarão sua vida, portanto, fique tranquilo. Você as lerá, poderá refletir por um milésimo de segundo e em seguida, voltar à normalidade da vida, como tudo estava antes…

É mais do que um fato: a decadência social está a cada dia mais evidente. Nosso estilo de vida moderno tornou-se incompatível com nossa natureza biopsicossocial. A questão não é exatamente mensurar os efeitos dessa forma de vida que adotamos depois das duas guerras mundiais, mas sim saber como reverter esse quadro. Para alguns, mudar o sistema atual só será possível mediante o clássico derramamento de sangue que vem acompanhando todas as revoluções desde os primórdios dos Estados.  No entanto, é de salutar importância destacar que, enquanto houver um ser humano vivo na Terra, todos os métodos de transformação e todos os discursos de liberdade que tem alguma aplicação social traz consigo um discurso de escravidão. A mais velha de todas as testemunhas oculares, a História, certamente confirmará a dita afirmação acima.

Não adianta senhoras e senhores, enquanto o ser humano não enxergar toda a insanidade que são as guerras, o poder, o dinheiro, o derramamento de sangue, a decadência da família e das relações uns com os outros, prisões, injustiças, enquanto não tomarmos alguma atitude em relação a isso, enquanto enxergarmos isso tudo como um “mal necessário”, enquanto definitivamente não enchermos nossas mentes e corações do dom supremo da criação que é o amor verdadeiro, quaisquer sistemas sociais vão continuar na mesmice milenar que a história testemunhou.

A verdade é que o homem, desde que pisou na Terra, nunca evoluiu.

 

A ORIGEM

Tenho a honra de lhes dizer que todo o progresso científico que fizemos é falso. Todo progresso intelectual é falso. Todo tipo de progresso que chamemos de progresso são falsos. Se há alguma alegação verdadeira de progresso na história da humanidade, é o progresso da decadência.

Analisando os fatos contados pela história, seja esta oficial ou alternativa, veremos que os principais culpados de tudo isso não são os homens ou o diabo. Com relação ao primeiro, o homem é simplesmente reflexo do meio social em que vive e responde a esse meio, portanto, embora tenha sua parcela de culpa não pode ser considerado o verdadeiro culpado de tudo isso. Já o ultimo suspeito mencionado, seja ele quem for, simplesmente é um aproveitador. O diabo explora a liberdade de escolha do homem afim de escraviza-lo, portanto, também não é o culpado em si.

Os mais religiosos diriam que a culpa é de um conceito etéreo conhecido como pecado. As narrativas da criação deixa claro que o homem foi criado perfeito e que por causa de alguma cobrinha alada que teve a audácia de aparecer no momento errado causou a queda do homem e portanto instaurou oi pecado no mundo. Mas há um probleminha nessa argumentação aparentemente interessante: Se antes disso não havia pecado, de onde veio esse conceito se ele simplesmente não existia? O que faz uma coisa pecado?  Constrói-se a partir dessas indagações uma série de teologias e raciocínios que por mais que se esforcem, não são plenamente satisfatórias e chegam inclusive a contribuir ainda mais para a decadência humana. Mas lhes garanto uma coisa: o criminoso não é o pecado.

Quem então é o culpado? Embora essa afirmação possa ser a pior de todas as heresias, o principal culpado de todo sofrimento, todo dilema e todo drama humano é (pasmem e depois me andem para a fogueira) uma divindade. Uma divindade universal que independe de quaisquer status, crenças ou falta de crenças. Uma divindade adorada desde a mais remota antiguidade, desde o polo sul ao polo norte, da América à Oceania, em todas as épocas, costumes, povos, línguas, cuja imagem todas as nações da Terra se dobraram um dia. Ela é a árvore do conhecimento do bem e do mal, e esteve presente desde a criação do mundo.

Homens e mulheres de todos os tempos e todas as épocas, ajoelhem-se diante de Vossa Majestade, as Instituições Sociais.

Continua no próximo episódio…

 

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Categorias:Meus Artigos, Reflexões
  1. 03/03/2011 às 6:59

    Vivemos dias maus, apesar de avanço científico a moralidade e bons costumes cada vez mais em decadência!

    Vamos à parte II !!!

    Um abraço

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