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A IGREJA E OS IGREJEIROS


Por Renato A. O. de Andrade

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Numa época onde a grande maioria das assim chamadas “igrejas” (templos, denominações etc.) está em decadência total, se faz necessário revisar a definição de igreja. Por quê? Simplesmente porque corremos um grave risco de chamar de igreja aquilo que de fato não é igreja. Ou seja, corremos o risco de ser enganados e enganar aos outros quanto ao que costumamos chamar de igreja, e corremos também o risco de conhecer um Falso Deus. Diante disso, para iniciarmos uma nova Reforma Protestante, é preciso que se façam algumas considerações sobre as definições tradicionais de igreja.

O PROPÓSITO DO HOMEM

Nunca iremos entender para que serve a igreja, se não entendermos apropriadamente o alvo do ser humano. Aprendemos em vários lugares a seguinte definição do propósito do ser humano: “o fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Isso é o que diz a Confissão de Fé de Westminster, adotada por várias denominações históricas e “reformadas”. Bem, isso é no mínimo demasiado superficial e cheio de religiosismo ou então, está correta, porém é muito mal compreendida (assim como a grande parte das doutrinas reformadas…). Segundo Calvino, o significado de “glorificar a Deus” é que devemos conhecer a Deus. E segundo a mesma definição, conhecer a Deus é louvá-lo, adorá-lo, crer Nele e confessá-lo diante dos homens e demonstrar os frutos do Espírito. Eu diria que essa definição é falsa. E porque é falsa? Porque está cheia de religião. Adorar a Deus se ajoelhando diante de um altar é fácil demais. Louvar a Deus cantando musicas é fácil demais. Dizer que crê em Deus é fácil demais. E fingir demonstrar amor, paciência, mansidão e outros frutos do Espírito é fácil até mesmo para um ser como Hitler.

Então, qual é o fim, o alvo principal do homem? Jesus disse claramente: Amar a Deus e ao próximo como você mesmo se ama! Apesar de simples, as palavras de Jesus tem grande implicação sobre o propósito do ser humano… Em outras palavras, o que Jesus quis dizer é: O fim principal do homem é construir um relacionamento de intimidade com Deus, demonstrando esse amor em seu relacionamento com seu próximo. Agora sim, estamos caminhando! Se entendermos isso apropriadamente, chegaremos por fim ao objetivo da igreja. Portanto, vamos reformar a definição reformada:

Adorar a Deus não é se ajoelhar ou levantar as mãos sobre um altar que não existe. Muito menos é ficar fazendo extensas campanhas de jejum que para nada aproveitam. Isso qualquer pessoa faz, até mesmo os satanistas o fazem diante do altar do diabo. Adoração também não é entregar dízimos e ofertas. A verdadeira adoração a Deus é seguir os passos de Jesus! Por quê? Porque seguir os passos de Cristo não é fácil. Exige renúncia de si mesmo. Renúncia a sua própria vontade e a busca pela vontade de Deus. Renúncia por sincero amor a Jesus.

Louvar a Deus também não é ficar cantando todos os domingos um monte de músicas que nem sabe o que está sendo cantado, devido ao frenesi que os embalos do som causam na mente. Louvar a Deus é praticar o amor ao próximo e manter um coração puro e uma mente pura. Louvar a Deus é se arrepender diariamente de seus pecados e procurar ardentemente não os praticar mais. Louvar a Deus é procurar manter um relacionamento de companheirismo, amizade e fraternidade entre os membros de uma família ou de uma igreja. Louvar a Deus é saber e estar disposto a abrir mão de sua vontade em prol de outra pessoa.

Crer em Deus e confessá-lo diante dos homens não é sair dizendo por aí: “Eu acredito em Deus!” ou “Eu amo a Jesus, Ele é o meu Senhor, meu Salvador!”, porque até mesmo o diabo diz acreditar em Deus e falar o nome de Jesus. Crer em Deus é saber que toda a sua vida está nas mãos dele e ter a segurança de que Ele vai gerenciá-la de acordo com a vontade dele. Quem acha que isso é fácil é porque não aprendeu nada ainda. Crer em Deus é saber que Ele o sustenta no meio das dificuldades da vida e que tudo, absolutamente tudo, está sob Seu controle. Confessá-lo diante dos homens é muito mais do que discussões filosóficas ou teológicas a respeito de sua existência ou não, até porque Jesus existiu, e isso é um fato historicamente inegável. Confessar a Deus é viver uma vida de santidade, de renúncia e de amor a Ele. Resumindo, confessá-lo é demonstrar ao mundo uma vida correta, pura e em constante santificação e submissão a vontade de Deus. Confessar a Jesus não é pregar o Evangelho, mas viver o Evangelho!

Demonstrar os frutos do Espírito é viver em absoluta sinceridade uns com os outros. É ajudar uns aos outros, é educar uns aos outros, é repreender com amor uns aos outros, enfim, é em última análise, amar de fato e de verdade uns aos outros.

Se isso tudo for fácil de ser feito, então porque a humanidade está indo de mal a pior? Não, tudo isso é trabalhoso, demorado e até mesmo doloroso. Isso significa carregar a cruz. Fazer a vontade de Deus é carregar a cruz. E Jesus disse que aqueles que não suportam a cruz, não são dignos de segui-lo, porque Ele mesmo carregou a cruz da vontade de Deus em sua vida. Ele teve todos os sofrimentos, os dramas, os desejos, os projetos, tudo o que todo ser humano almeja realizar, mas Ele abriu mão para fazer a vontade de seu Pai e a cumpriu até o ultimo instante de sua vida. Cristo foi o exemplo do fim principal do homem. Isso é a cruz de Cristo! Esta é a cruz que os pregadores modernos não pregam! Essa é a cruz que as mega igrejas, os padres, os pastores superpoderosos, os apóstolos da prosperidade não citam uma vez sequer em seus púlpitos. Em vez da cruz do verdadeiro Jesus, prega-se um falso Jesus, um falso alvo do ser humano, um falso moralismo, uma falsa cruz, enfim, um falso Cristianismo!

Chega desse Cristianismo hipócrita, desse Cristianismo fácil, desse Cristianismo religioso. Já são mais de 1600 anos de religião, de imperialismo religioso, de falsos ensinos, de falsas concepções! A Reforma de Lutero e Calvino surtiu efeito em seu tempo, mas não houve uma reforma total. Uma nova Reforma Protestante deve ser feita, a começar pela concepção e definição de Igreja.

A IGREJA DE CRISTO E AS IGREJAS DOS IGREJEIROS

Segundo a definição tradicional, igreja é uma assembleia ou um conjunto de pessoas que se reúnem em um templo sob orientação de um pastor (ou padre, apóstolo, bispo ou quaisquer outros nomes que se dá aos que fazem parte de uma hierarquia eclesiástica) para louvar e adorar a Deus e pregar o Evangelho. Por causa dessa definição, a Igreja de Constantino perseguia duramente aqueles que não faziam parte dela. Por causa dessa definição, ficou mais simples e fácil à dominação do Império Religioso sobre o mundo, Por causa disso, os poderes se juntaram; o politico, o religioso, o econômico e o militar e formaram a Idade das Trevas. Por causa disso, milhares de anabatistas, de valdenses e outros grupos extra eclesiásticos foram arduamente perseguidos. Por fim, por causa disso o ser humano está no estado em que se encontra hoje. Transformaram a linda, graciosa e amável igreja, a noiva do Cordeiro, em uma reles religião. Literalmente, estupraram a igreja… Assim, se reduz a igreja em um templo com um nome de alguma denominação…

Cabe-nos então redefinir o conceito de igreja para que então possamos entender como a Reforma deverá prosseguir.

Primeiramente, igreja não é um templo. Nunca foi e nunca será. Também não é uma estrutura hierárquica de homens e mulheres. Muito menos um conjunto de legalismos e falsos moralismos que escravizam a vida de uma pessoa afim de que ela possa ser ”salva”. A Igreja é uma unidade orgânica formada por pessoas arrependidas e que desejam a vontade de Deus para suas vidas. A igreja é movida pelo amor, não por dinheiro, dízimos, ofertas ou orações. Até porque se nenhuma dessas coisas forem feitas com e por amor, mas por simples religiosismo, Deus não aceitará. Assim sendo, a igreja está longe de legalismos. A igreja não tem um local definido, uma denominação, um templo, nada disso! A igreja verdadeira é invisível.

Como assim? Se a igreja é invisível, então como ela pode levar a Palavra de Deus aos outros? É bem simples. A igreja como uma estrutura orgânica é invisível, mas suas ações devem se manifestar visivelmente para a sociedade. Não, a igreja não é uma sociedade secreta. Não há segredos dentro da igreja. O que quero dizer é que Jesus conhece cada componente, cada pessoa da igreja, mas o mundo não. Muito menos os igrejeiros denominacionais. Mas a igreja se manifesta visivelmente no mundo através da vida de cada pessoa que faz parte dela. Isso implica que a igreja se manifesta no mundo através da ação.

A igreja de Cristo é imitadora de Cristo. A igreja de Cristo segue somente a Cristo. Não segue homens criadores de estruturas religiosas como Lutero, Calvino, Constantino, Agostinho, etc. Assim, a igreja de Cristo é perfeita. Muita gente diz que não há igreja perfeita. Eu digo então: “Não há igreja perfeita enquanto você pensar que o templo que você chama de igreja for de fato o que não é: uma igreja!” Criamos uma falsa concepção de igreja baseado na religião, quando a igreja é muito, muito mais do que um mero templo com placa de denominação. Sim, enquanto chamarmos de igreja o que não é igreja estaremos sempre repetindo que não existe igreja perfeita, e estaremos sempre no mesmo caminho, sendo dominados dia e noite pelo poder religioso.

O problema é que os igrejeiros veem seu templo (que eles erroneamente chamam de igreja) de modo a parecer um “Clubinho da Salvação”. Se você está fora do clube, então não é salvo. Se você estava lá dentro e saiu por não concordar com o que estava se fazendo no clube, você é um desviado. Se você comete algo contra as regras legalistas do clube, você está fora e condenado ao inferno, coitado. Sendo assim, os igrejeiros dizem ter amor pela “sua” igreja, quando na verdade estão amando seu clubinho do Bolinha…

Porque chamo esses templos de clubes? Bem, não são todos, mas a maioria o são. A maioria dessas “igrejas” estão investindo alto em música e entretenimento para atrair mais clientes e frequentadores do clube. A maioria está deixando de fazer estudos bíblicos verdadeiros para apenas estudar aquilo que o pastor fala. A maioria não dá ao outro o direito de pensar e discordar de seus ensinamentos afim de levá-la a um autoexame de si mesma e do outro também. A maioria gasta fortunas consideráveis em aviões. Mega templos, campanhas disso ou daquilo, noites de adoração, etc., ao invés de usarem esse dinheiro para ajudar aos irmãos e aos outros. A maioria faz de tudo para atrair visitantes, menos viver aquilo que prega. Ou seja, a maioria são clubinhos do Bolinha e da Luluzinha!

Ora, o que se tem observado por aí afora é que as igrejas instituicionais estão gastando milhões em templos, instrumentos, campanhas ao invés de destinar esse dinheiro para ajudar aos necessitados. Na igreja de Atos, todos tinham tudo em comum e compartilhavam as coisas entre si. Isso que é uma igreja! Uma comunidade onde as pessoas se conhecem de fato, onde cada um pode dar sua contribuição ao estudo da Palavra, onde cada um pelo exemplo de vida conseguia fazer com que outras pessoas se achegassem a comunidade, onde cada pessoa era uma missionária em sua casa,em sua rua. Onde cada pessoa dava tudo de si, por amor a Jesus, um amor sincero acima de tudo.

Em tempos como esse, tem sido difícil encontrar comunidades que prezam pelo estudo e vivência da Palavra de Deus. Devido a isso, algumas pessoas que fazem parte da igreja invisível tem ficado de for a das reuniões nos templos, por não encontrarem uma comunidade em sua cidade. Com isso, ficam fora de uma denominação. Os igrejeiros costumam chamar essas pessoas de “sem-igreja”, “desigrejados” ou mesmo “desviados”. Nada mais falso do que isso. Jesus é quem conhece cada pessoa que faz parte de sua noiva. E o mesmo Jesus disse aos fariseus do seu tempo: “Só porque vocês são filhos de Abraão vocês acham que são superiores aos outros? Não se enganem, porque até essas pedras Deus pode fazer filhos para Abraão”. Que significa isso? Parafraseando o contexto, Jesus quis dizer algo assim: Só porque vocês fazem parte da denominação, vocês são filhos de Deus? “Não, porque eu digo que até das pessoas que vocês menos esperam Deus pode adotá-las como seus filhos”. Ou seja, uma pessoa que faz parte de uma denominação jamais terá direito de julgar o lugar onde uma pessoa estará simplesmente porque esta não faz parte de uma denominação qualquer.

Certo dia, s discípulos de Jesus chegaram até ele e disseram que tinham proibido um homem que estava fazendo milagres em nome de Jesus de fazer tais milagres, simplesmente porque o homem não andava com eles, isto é, não fazia parte da turma. O que Jesus respondeu? Mande ele vir até nós? Não! Mande ele ir para uma denominação? Não! Ele disse: Deixai-o, porque quem é por nós, não é contra nós. Simples e prático. Aqueles que não querem ou não podem se filiar a uma denominação, também podem fazer a diferença no mundo!

Uma coisa que se fala muito por aí nos templos evangélicos é que a presença de Deus está ali. Isso significa que fora do templo, Deus não está. Nada mais presunçoso. Jesus nos disse que onde estiverem dois ou três reunidos em nome dele, isso é, em amor sincero por ele e pelos outros, ele ali estaria. Também costuma-se dizer nas igrejas instituicionais que a salvação é somente em Cristo. Então porque os igrejeiros se agitam tanto quando alguém sai da igreja? Porque ele vai pro inferno? Mas a salvação esta aonde afinal, na igreja (templo/denominação) ou em Cristo? Quanta hipocrisia…

Bem, então como ficam as igrejas instituicionais? Como eu tinha dito, são poucas as que realmente prezam pelo ensino e vivencia do Evangelho. E é nessas que devemos focalizar. A igreja instituicional deveria ser primeiramente um grupo de pessoas que gostariam de fazer algumas ações coletivamente,não um conjunto de regras e modalismos em cima de uma Teologia qualquer. Uma igreja que eu considero de fato cristã é aquela que antes de tudo, prezam pelo amor ao próximo, fazendo transformações radicais na sociedade. Ao contrário do que muita gente pensa, a missão da igreja não é simplesmente evangelizar ou “ganhar almas para Cristo’. Isso qualquer religião faz a sua maneira para seu Cristo, evangelizando com seu próprio Evangelho. Não, a missão da igeja é muito mais do que isso. A missão da igreja é fazer diferença no mundo pela vivencia do Evangelho. Como vivemos o Evangelho? Jesus nos ensinou como fazermos isso, afinal, ele é o próprio Evangelho encarnado. Viver o Evangelho é ajudar uns aos outros, ;e sabermos das necessidades uns dos outros, é ter uma atitude de compromisso para com os outros, é ter de fato um relacionamento íntimo e pessoal com Deus de modo que esse relacionamento se manifesta visïvel e coletivamente na sociedade! Os igrejeiros não entendem isso. Querem reduzir a difícil missão da igreja em simples pregação (a maioria de um falso Evangelho), porque isso é mais fácil. É mais fácil apresentar um Jesus para uma pessoa do que viver Jesus! É mais fácil cantar músicas no domingo a noite do que transformar sua vontade de acordo com o que Deus deseja de cada um. É mais fácil colocar Jesus num altar e se prostrar diante dele do que crer simplesmente que Ele se fez homem e está presente ao nosso lado e quer que o sigamos na trajetória da cruz. É mais fácil dar dízimos e ofertas pensando que podemos comprar o favor de Deus do que renunciar a alguma coisa particular para que se possa ajudar ao que necessita. Enfim, seguir regras por obrigação na igreja instituicional é fácil demais, enquanto matar o velho homem dia após dia é absurdamente difícil! Por isso transformaram a igreja em uma religião…

A IGREJA E A LIDERANÇA

Os igrejeiros costumam apelar para a questão da liderança. Dizem que numa igreja invisível não existe liderança, não existe um pastor, um bispo etc. E não existe mesmo. Ora, por acaso algum desses pastores, padres, sacerdotes ou seja lá o que for, morreu pela igreja? Não, mas foi Cristo que morreu por ela. Por acaso algum deles demonstrou maior exemplo de vida do que Cristo? Não. Por acaso algum deles foi o fundador da verdadeira igreja? Não. Logo, quem deve ser o líder da igreja?Cristo! Alguns podem argumentar: Ah, mas Paulo falou várias vezes para obedecermos aos pastores… De fato, enquanto eles darem exemplo e continuarem ensinando aquilo que é correto, então podemos obedecê-los por amor a Cristo, não por amor a denominação. Ora, não podemos aceitar que uma liderança aceite realizar coisas contrárias aos ensinos de Cristo. Porém o que está acontecendo hoje é justamente isso, denominações tem se prostrado aos pés do poder economizo e político, aceitando por exemplo a realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, inclusive até mesmo colocando essas pessoas como líderes da igreja! Outros estão escravizando seus membros ditando praticamente tudo oque devem fazer com suas vidas. Chegam ao absurdo de dizer com quem uma pessoa deve casar, qual escola deve frequentar, e até mesmo qual posição se deve ter relacionamentos sexuais… Como não ficar revoltado com o estado da liderança de hoje?

Os líderes da igreja instituicional costumam chamar os que estão fora da instituição de “sem-igreja”ou “desigrejados” e os atacam de maneira feroz. E porque? Simplesmente porque a maioria desses líderes não estão preocupados com as pessoas mas simplesmente com seus bolsos. Atacando as pessoas que estão fora, fica mais fácil amedrontar os que estão dentro, e assim manter a membresia e os dízimos todo o mês…

Um costume hipócrita dos igrejeiros é de atacar o Catolicismo Romano, criticando o papa, os bispos etc, enquanto se utiliza praticamente as mesmas escalas hierárquicas, mudando somente o nome… O grande dilema da Reforma Protestante foi esse. Mudou-se muito pouco em relação a Igreja Romana. Assim, continuaram na religião de Constantino.

Os igrejeiros costumam colocar poderes demais nos seus líderes, o que provoca esse caos todo que vemos hoje. Essa situação tem que parar! A igreja instituicional de modo geral já cumpriu sua missão, que era nos livrar das garras da Igreja Romana, mas agora ela tem que ser reformada de novo, para cumprir sua verdadeira missão: permitir a vivencia do Reino de Deus e transmiti-lo a humanidade.

Não estou pregando um Cristianismo baseado em relacionamentos ou em obras. Estou desejoso por um Cristianismo baseado em Jesus e nada mais do que Nele. Chega de modismos, de legalismos, de doutrinas de homens, de hermenêuticas furadas, de teologias abusivas e absurdas. Chega de uma liderança que não dá exemplo e quer se impor aos membros. Chega de religião! Jesus deve ser a única chave hermenêutica de toda a nossa vida. Vamos viver o Cristianismo simples. Chega de mega templos, de megacampanhas, de ostentação!

Jesus pregava o que vivia. Paulo e os apóstolos pregavam o que vivam. A igreja de Atos pregava o que vivia. Portanto, nossa missão como igreja é simples: pregar aquilo que vivemos, se de fato vivemos o Evangelho, e ajudarmos uns aos outros a alcançar um relacionamento de intimidade com Jesus!

Deus não habita em templos feitos por mãos humanas. Essa era a chave libertadora da igreja primitiva. Deus habita em cada pessoa que deseja fazer realidade o Seu Reino.

Uma revolução está começando. O Cristianismo Igrejeiro, ou o Cristianismo de Constantino está ruindo… para dar lugar enfim a gloriosa igreja de Cristo, a Noiva do Cordeiro!

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Categorias:Meus Artigos, Reflexões
  1. 09/05/2010 às 1:32

    Amén.

  2. Peter
    12/05/2010 às 9:00

    Veio ao Constantino, Calvino até Lutero tão se revolvendo nos seus túmulos. Eles sem querer criaram uma religião muito poderosa para apoiar os sistemas opressivos baseados no dinheiro. Colocaram no templo dois deuses: Um deles um deus com nome de Jeová e outro um poste ídolo -muito forte- pois sustenta todo o edifício, o deus dinheiro, Mamona.
    Agora Tal vez sejam diferentes Calvino e Lutero do Constantino. Porem seus seguidores não entendem que pelo menos este ultimo queria uma reforma constante na igreja.
    Ótimo trabalho Renato!

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